| Nacional | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| 06/10/09 11:59 | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| Redação G1 | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| Terceiro suspeito do caso Enem admite furto, diz advogado | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| PF não confirmou fim do depoimento do envolvido no caso. Quebra do sigilo do exame fez com que prova fosse cancelada. | |||||||||||||||||||||||||||||||||
| O terceiro suspeito de envolvimento no vazamento do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009 teria assumido que roubou a prova, segundo informou por volta das 15h desta segunda-feira (5), o advogado Luiz Vicente Bezinelli, que defende o publicitário e dono de uma pizzaria Luciano Rodrigues, indiciado sob suspeita de envolvimento no vazamento da prova.
A notícia de quebra do sigilo do exame, revelada pelo “O Estado de S.Paulo”, fez com que o Ministério da Educação cancelasse, na quinta-feira (1º), a prova que seria aplicada no sábado (3) e no domingo (4) para mais de 4 milhões de estudantes. O advogado esteve na sede da Polícia Federal na tarde desta segunda para ver o inquérito e decidir como vai proceder na defesa de seu cliente. Bezinelli afirmou não ter visto o terceiro suspeito, mas disse ter sido informado de que ele confessou o crime por uma delegada da Polícia Federal, que o teria autorizado a dar a informação para a imprensa. Ainda de acordo com o defensor, esse suspeito foi indiciado, mas não deve ficar preso. Ele indicou outras pessoas que colaboraram com o vazamento da prova, segundo Bezinelli, e há outras pessoas sendo ouvidas na tarde desta segunda na PF sobre o caso, ainda conforme informações do defensor. Bezinelli não soube informar se esse terceiro suspeito já tem advogado constituído. O terceiro suspeito de envolvimento no vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009 estava depondo na sede da Polícia Federal, na Lapa, Zona Oeste de São Paulo, por volta das 11h40 desta segunda, segundo informações da PF. Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa da PF não confirmou o fim do depoimento do terceiro suspeito nem as informações dadas pelo advogado. O órgão diz que não se pronuncia sobre o caso. A polícia não confirma a identidade do suspeito nem a que horas ele começou a ser ouvido, mas provavelmente é o segurança contratado pelo Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção (Connasel), responsável pelo processo de produção e de distribuição do exame. Procurado pela TV Globo, o consórcio Connasel informou que o suspeito tinha sido contratado como temporário pelo instituto Cetro para trabalhar na arrumação de caixas na gráfica. O consórcio repassou à PF a identificação, o endereço e a ficha dele. Indiciados O publicitário e dono de uma pizzaria de São Paulo, Luciano Rodrigues, de 39 anos, foi indiciado pela Polícia Federal suspeito de envolvimento no vazamento da prova do Enem. O defensor dele, Luiz Vicente Bezinelli, afirmou que um dos rapazes que procuraram Rodrigues pedindo que ele intermediasse o contato com a imprensa para denunciar o vazamento da prova também foi ouvido na tarde de sábado pela PF e foi indiciado. Ambos foram liberados após prestar depoimento, segundo Bezinelli. De acordo com o advogado, Rodrigues intermediou o contato de dois rapazes que diziam saber do vazamento da prova com uma jornalista do jornal . O advogado contou que o dono da pizzaria conhecia esse rapaz indiciado, que ele é um DJ, e que na noite de terça-feira (29) foi procurado por ele e um outro rapaz que disseram saber do vazamento da prova e pediram ajuda de Rodrigues para entrar em contato com a imprensa. O dono da pizzaria já trabalhou no departamento comercial de “O Estado de S.Paulo” e telefonou para a redação do jornal e também da “Folha de S. Paulo” para contar a denúncia para os jornalistas. “O rapaz [o DJ] falou para ele que sabia que tinha vazado a prova do Enem. E ele disse ‘como você sabe?’ [o DJ teria respondido] ‘Eu sei porque uma pessoa que trabalha na gráfica me disse que tinha a informação’”, afirmou o advogado. Segundo ele, nesse momento, o rapaz teria mostrado a prova, que estava dentro de um envelope, para o dono da pizzaria. O defensor afirmou que seu cliente viu apenas que era um papel azul e que tinha um símbolo do governo federal, mas não chegou a olhar com atenção a prova. Bezinelli disse que, em um primeiro momento, Rodrigues não sabia que os rapazes tinham interesse em vender a prova e pensava que se tratava apenas de uma denúncia. Mas depois, quando conversava com uma jornalista ao telefone, viu os dois discutindo, falando que podiam ganhar um dinheiro com o fato. O advogado disse que Rodrigues alertou aos rapazes que a imprensa não pagaria por aquilo e que ia querer denunciar. Habeas corpus Para o advogado, o cliente pode ter errado ao procurar a imprensa em vez de entrar logo em contato com a polícia, mas, na visão dele, Rodrigues não cometeu crime. O advogado deve entrar com habeas corpus nesta segunda (5) contra o indiciamento de seu cliente. “Ele foi indiciado em dois artigos e tanto um como o outro são absurdos”, afirmou Bezinelli. Segundo ele, Rodrigues ficou bastante aborrecido e viajou para o interior do estado e não podia falar com a imprensa neste domingo. |
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